Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

GODIVA

 

 

 

Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev 

 

 Rudolf Nureyev

 

 

Por eles e pela dança.

Um dos poemas mais lindos que li.

 

 

 

                                                 Godiva- John Collier

 

 

 Ariel

 

 

Êxtase na escuridão.

 

Depois a bátega de um azul

Imaterial sem fragas nem distância.

 

Leoa de Deus,

Como fomos sendo uma só,

Eixo de calcanhares e joelhos! — O sulco

 

Afasta e passa, irmão do

Aro castanho

Do pescoço que não consigo agarrar,

 

Olhos como os de negro

Bagas lançando escuros

Ganchos —

 

Bocados de sangue adocicado,

Sombras.

Outra coisa

 

Me arrasta pelos ares —

Quadris , cabelo;

Achas dos meus tacões.

 

Godiva

Branca, não me cai a pele —

Mãos mortas, rigidez de morta.

 

E agora, eu

Espuma de trigo, um brilho de mares.

O grito da criança

 

Funde-se na parede.

E eu sou a seta, 

 

O relento que voa

Suicída, à uma, em força

Em direcção ao Olho

 

Vermelho, o caldeiro da manhã.

 

                                              Sylvia Plath

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por ionesco às 19:00
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