Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

MOGUER

 

Rafael Romero y Barros

 

 

 

 

 

Francisco Garfias López.

 

Dolores " La Parrala"

 

 

 

Cafe Cantante

 

 

Lámparas de cristal
y espejos verdes.
Sobre el tablado oscuro,
la Parrala sostiene
una conversación
con la muerte.
La llama,
no viene,
y la vuelve a llamar.
Las gentes
aspiran los sollozos.
Y en los espejos verdes,
largas colas de seda
se mueven.

 

Federico García Lorca

 

Palo Flamengo - Seguiriya

 

 

 

 

 

 

 

Lola Flores

Eva Yerbabuena

Antonio Gades

 

Diego Velázquez

 

 

Antonia

 

O ribeiro trazia tanta água que os lírios amarelos, firme gala de ourodas suas margens no Verão, se afogavam numa dispersão isolada, oferecendo à corrente fugitiva , pétala a pétala, a sua beleza...

Por onde poderia atravessá-lo a Antoñilla com aquele fato domingueiro? As pedras que lá pusemos afundaram-se no lodo.

 

 

A moça seguiu, pela margem acima, até ao valado dos choupos, para ver se por ali podia... Não podia... Então, galante, ofereci-lhe Platero.

Quando lho disse, Antoñilla ficou toda em fogo, abrasando no seu arrebol as sardas que picavam de ingenuidade o contorno do seu olhar cinzento.

 

 

Depois, subitamente, desatou a rir encostada a uma árvore...

Por fim decidiu-se. Atirou para a erva o seu lenço de estambre cor-de- rosa, deu uma corrida e, ágil como uma galga, escarranchou-se em cima de Platero, deixando penduradas de um lado e de outro as suas pernas rijas que arredondavam numa insuspeita madurez, os círculos brancos e vermelhos das meias grossas.

 

 

Platero pensou um momento e, dando um salto seguro, passou para a outra margem.

 

 

 

Então, como Antoñilla, com o ribeiro entre mim eo seu rubor, o tivesse espicaçado na barriga, partiu a trote pela várzea, no meio de gargalhadas de ouro e prata da moça morena sacudida.

 

 

Cheirava a lírio, a água, a amor. Como uma coroa de rosas com espinhos, o verso que Skakespeare fez dizer a Cleópatra, cingia-me , redondo , o pensamento:

 

O happy horse, to bear the weight of Antony!

 

 

 

 

 

--- Platero!--- gritei-lhe por fim, zangado, violento e desentoado.

 

 

Juan Ramón Jiménez ( Platero e Eu ).

 

 

publicado por ionesco às 15:48
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