Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

HENRY ROUSSEAU

 

 

    

            Henry Rousseau

 

 

HILDA HILST

 

Do Desejo

 

 

E por que haverias de querer minha alma

Na tua cama?

Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas

Obscenas, porque era assim que gostávamos.

Mas não menti gozo prazer lascívia

Nem omiti que a alma está além, buscando

Aquele Outro. E te repito: por que haverias

De querer minha alma na tua cama?

Jubila-te da memória de coitos e de acertos.

Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

(Do Desejo - 1992)

 

publicado por ionesco às 19:13
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3 comentários:
De Transdisciplinar a 26 de Setembro de 2008 às 19:58
Belo...
:))
De Ventania a 28 de Setembro de 2008 às 13:27
Como se as margens do que somos pudessem não se olhar de frente.
De ionesco a 28 de Setembro de 2008 às 20:31
Obrigada, pelo seu comentário.

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