Terça-feira, 31 de Março de 2009

AND SO, WHAT?

 

HILDA HILST.

 

 

Gosto particularmente da sua poesia.

A prosa por vezes é dura.

Decisões.

 

 

 

 POESIA XXII

 

Não me procures ali
Onde os vivos visitam
Os chamados mortos.
Procura-me
Dentro das grandes águas
Nas praças
Num fogo coração
Entre cavalos, cães,
Nos arrozais, no arroio
Ou junto aos pássaros
Ou espelhada
Num outro alguém,
Subindo um duro caminho

Pedra, semente, sal
Passos da vida. Procura-me ali.
Viva.

publicado por ionesco às 23:26
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ALTERNÂNCIAS SONORAS

 

 Velvet Underground

 

 

 

Brian Eno

 

 

My Bloody Valentine

 

 

Blondie

 

 

 

Talking Heads

 

 

 

Television

 

 

Joy Division

 

 

The Cure

 

 

 

Siouxsie Sioux

 

 

Sonic Youth

 

 

Dinosaur Jr

 

 

 

 

 

 

The Diamond Sea

 

Time takes its crazy toll
and how does your mirror grow
you better watch yourself when you jump into it
'cause the mirror's gonna steal your soul

I wonder how it came to be my friend
that someone just like you has come again
you'll never, never know how close you came
until you fall in love with the diamond rain

throw all his trash away
look out he's here to stay
your mirror's gonna crack when he breaks into it
and you'll never never be the same

look into his eyes and you can see
why all the little kids are dressed in dreams
I wonder how he's gonna make it back
when he sees that you just know it's make-belief

blood crystalized as sand
and now I hope you'll understand
you reflected into his looking glass soul
and now the mirror is your only friend

look into his eyes and you will see
that men are not alone on the diamond sea
sail into the heart of the lonely storm
and tell her that you'll love her eternally

time takes its crazy toll
mirror fallin' off the wall
you better look out for the looking glass girl
'cause she's gonna take you for a fall

look into his eyes and you shall see
why everything is quiet and nothing's free
I wonder how he's gonna make her smile
when love is running wild on the diamond sea



 

 

publicado por ionesco às 22:05
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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

DREAM

 

 

 

 

Angus McBean

 

 

Mazzy Star

 

Julee Cruise

 

 

Tanya Donnely

 

Cocteau Twins

 

Azure Ray

 

 

Sugar Plant

 

 

The Chameleons

 

 

Drugstore e Thom Yorke

 

 

Song to the siren

 

On the floating, shapeless oceans
I did all my best to smile
til your singing eyes and fingers
drew me loving into your eyes.

And you sang "Sail to me, sail to me;
Let me enfold you."

Here I am, here I am waiting to hold you.
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was full sail?

Now my foolish boat is leaning, broken love lost on your rocks.
For you sang, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow."
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow.
I'm as puzzled as a newborn child.
I'm as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or shall I lie with death my bride?

Hear me sing: "Swim to me, swim to me, let me enfold you."
"Here I am. Here I am, waiting to hold you."

 

 

 

publicado por ionesco às 21:34
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Quinta-feira, 26 de Março de 2009

RUN, RUN AND SPLASH

 

 

 

 

Chaïm Soutine

 

 

Emma Pollock

 

 

Delgados

 

 

 

 

 

 

 

publicado por ionesco às 01:23
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A NOSSA MÚSICA

 

" A birra do morto" - uma peça, uma época...

Uma música que se adapta...

Foi a escolhida para esta farsa trágica. Trágico-cómica, digo eu.

E que tudo corra muito bem no sábado... e muita merda!

 

José Mario Branco

 

Queixa das almas jovens censuradas

 

FMI

 

 

Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.

Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.

Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.



Natália Correia
Poesia Completa

publicado por ionesco às 00:34
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

sons

 

Retirado de um pequeno livro.

Poemas japoneses,

Livro oferecido pelo Jorge ( Sousa Braga ) quando éramos internos ( ele geral e eu de especialidade).

Partilhavamos a mesma enfermaria e os mesmos sonhos.

 

Folhas de Bambu

( Matsuo Banshô)

 

Flores queimadas pela geada

os grãos caídos

semeiam a tristeza

 

Depressa se vai a primavera

Choram os pássaros e há lágrimas

nos olhos dos peixes

 

 

 Tokyo Sonata.

 

KIYOSHI KUROSAWA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Clair de lune - Bebussy - David Oistrakh

 

publicado por ionesco às 00:32
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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

UM LIVRO DE POEMAS E UM PIANO

 

 

editorial tágide

 

 

Um livro de poemas muito, muito especial.

E porquê?

Tem umas ilustrações belíssimas!

 

Al Berto

 

E uma paixão

 

visita-me enquanto não envelheço

toma estas palavras cheias de medo e surpreende-me

com o teu rosto de Modigliani suicidado

 

tenho uma varanda ampla cheia de malvas

e o marulhar das noites povoadas de peixes voadores

vem

 

ver-me antes que a bruma contamine os alicerces

as pedras nacaradas deste vulcão a lava do desejo

subindo à boca sulfurosa dos espelhos

vem

 

antes que desperte em mim o grito

dalguma terna Jeanne Hébuterne a paixão

derrama-se quando a tua ausência se prende às veias

prontas a esvaziarem-se do rubro ouro

 

perco-te no sono das marítimas paisagens

estas feridas de barro de quartzo

os olhos escancarados para a infindável água

vem

 

com o teu sabor de açúcar queimado em redor da noite

sonhar perto do coração que não sabe como tocar-te

 

 

Marianne Majerus

 

 

Fazil Say

 

publicado por ionesco às 17:43
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