Domingo, 28 de Dezembro de 2008

O TUDO, O NADA E O TALVEZ

 

 

 

 

Muito BOM. EXCELENTE.

 

Este homem perturba-me.

Quando leio Pessoa apetece-me gritar.

Queria subir uma montanha e , lá no cimo , explodir em mil estrelas.

E cada estrela, seria  um eu fantasiado.

No tudo, no nada e em talvez.

 

(Texto poético de Estrela)

 

.    .    .

 

Sou fácil de definir.

Vi como um danado.

Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.

Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.

Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.

Compreendi isto com os olhos, nunca como pensamento.

Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

 

.    .    .

 

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,

E sentando-me outra vez à porta de casa.

Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados

Como para os que o não são.

Sentir é estar distraído.

 

.   .   .

 

Uma vez amei, julguei que me amariam,

Mas não fui amado.

Não fui amado pela única grande razão -

Porque não tinha que ser.

 

Textos poéticos de Alberto Caeiro

 

 

 

 

Esther Bubley 

 

publicado por ionesco às 14:42
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MULHERICES

 

 

 

 

FOMOS RAPARIGAS NOS ANOS 70, muito antes da Internet, dos telemóveis, do correio de voz. Os telefones tinham cabos e mostradores em que se discavam os números. Ouvíamos discos e cassetes - já éramos praticamente adultas antes dos CDs - e o mais das vezes fazíamos coisas audaciosas como, por exemplo, ir para a escola sozinhas. Ir de bicicleta à loja mais próxima. Tomar conta de crianças quando ainda tínhamos para que idade que tomassem conta de nós. Passar horas sozinhas, a brincar à macaca ou a fazer um forte no quarto, ou a transformar a vizinhança no cenário ideal para operações secretas, jogos inesperados e reinos medievais imaginários. Hoje em dia, as raparigas vivem no século XXI, com contas de correio electrónico e jogos de vídeo incrivelmente complexos, iPods e comunicações por cabo. A infância é, em muitos aspectos, mais gira do que a nossa - o que não daríamos por um comando à distância, uma parede de escalada ou um leitor de MP3! Não obstante, noutros aspectos, ser rapariga hoje em dia é menos divertido. A adolescência tornou-se competitiva e é alvo de muitas pressões, mais do que alguma vez pensámos, e as raparigas são encorajadas a ter melhor aspecto, a ser mais inteligentes e mais cuidadosas do que nunca. São induzidas mais cedo na idade adulta, são pré- adolescentes, adolescentes e mulheres antes do tempo. Muitas preocupam-se à exaustão com o corpo, a dieta e as notas.
Perante esta pressão, esta sobrecarga tecnológica e este perfeccionismo, apresentamos estórias e projectos sem fim, retirados da vastidão da história, da riqueza do conhecimento, da amplitude do desporto e da vida ao ar livre. Não se trata de recriar o nosso passado nos anos 70, nem em qualquer outra década, mas sim originar novo futuro. Considerem o Livro Audacioso para Raparigas um manancial de possibilidades e ideias para encher o dia de aventuras, explorações, imaginação - e, claro, alguma audácia e diversão.

Bon voyage.

Andrea J. Buchanan
Miriam Peskowitz

 

 

Um livro particularmente interessante e muito bem ilustrado.

publicado por ionesco às 14:35
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

TARDES DE INVERNO

 

 

 Tim Buckley - song to the siren

 

 

 Joan Baez - House of The Rising Sun

 

Bob Dylan - Just Like A Woman 

 

 

Paul Simon - You can call me Al

 

 

Procol Harum - A whiter shade of pale

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por ionesco às 17:43
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AMANHECER

 

 

 

              

 

 

O TEU ROSTO

ANTÓNIO RAMOS ROSA

 

Amanheceu a minha vida no teu rosto
de uma doçura intensa e tão suave
como se um divino fundo nele brilhasse
Eu era o que nascia soberanamente leve
e encontrava na limpidez o centro do equilíbrio
Só em ti cheguei amanhecendo
na minha madurez

Entrei no templo
em que a luz latente era a secreta sombra
Foste sonhada por meus olhos e minhas mãos
por minha pele e por meu sangue
Se o dia tem este fulgor inteiro é porque existes
E é porque existes que se levanta o mundo
em quotidianos prodígios
em que ao fundo brilha o horizonte certo.

 

 

 

Neste tempo de grandes angústias natalícias.

Fica silencioso...O Amor.

 

«Amanheceu a minha vida no teu rosto»

 

 

 

publicado por ionesco às 07:34
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008

COLUNAS

 

 


 

Lembrei-me da altura em que dançava nas colunas das discotecas.

Sedução. Pura.

E... desaparecia como a Cinderela.

 

 

É UM PECADO!

 

Pet Shop Boys - It's A Sin

 

IRRESISTÍVEL!

 

Robert Palmer - Simply Irresistible

 

COMO ELA!

 

Madonna - Like A Virgin

 

E MERECE MAIS ESTA!

 

 Madonna - Holiday (Live AID, 1985)

 

 


DESVIEI-ME DO ASSUNTO . COLUNAS ?

 

ASSIM ESTÁ MELHOR:

 

 Tom Waits - Christmas Card From a Hooker in Minneapolis

publicado por ionesco às 22:19
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QUE BELA PRENDA !

 

 

 


 

 

 

 

« Combattu au nom du fascisme, le salazarisme cherchait-il réellement à imiter les régimes nazi et mussolinien ? Quelle est donc la nature politique de la dictature portugaise ? Est-elle si singulière ? Qui était Salazar, ce personnage mystérieux et atypique qui a fasciné tant d'intellectuels et d'hommes de pouvoir ? Comment est-il parvenu à diriger et à faire vivre le Portugal habituellement, tout en le bâillonnant pendant près de cinquante ans ? A ces questions fondamentales pour la compréhension du salazarisme et de l'histoire du Portugal au XXe siècle, Yves Léonard propose ici des réponses éclairantes et synthétiques. »

 

Aqui.

publicado por ionesco às 16:53
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

GENTE DO TEATRO

SACHA GUITRY

 

 

 

Aqui.

 

 

FEYDEAU

 

 

Aqui.

 

 

SARAH BERNHARDT

 

 

 

 

Aqui.

 

 

«Il fut une époque où le théâtre était roi, le roi de la vie parisienne.
En l'absence du cinéma et de la télévision, il régnait en monarque absolu. Il y avait d'ailleurs un je-ne-sais-quoi de magique dans le mot lui-même, dans l'ampleur majestueuse de sa sonorité. Se rendre au théâtre, c'était participer à une cérémonie religieuse, c'était accéder à un sanctuaire où l'étincellement du grand lustre et des girandoles illuminait les loges et les fauteuils tapissés de velours, tandis que dans un océan de rumeurs un public habillé " attendait, impatient, les trois coups solennels.
On en revenait " enchanté " au sens féerique du terme et l'on y contractait une maladie dont on ne se relevait jamais, ce " mal rouge et or " dont parlait Cocteau. Et c'est alors que régnaient sur le théâtre les " monstres sacrés ", célébrés par Cocteau, les grands fauves de la scène : Sarah Bernhardt, Lucien Guitry et plus tard, son fils Sacha, qui fascinaient leur public. Ces biographies nous font revivre une époque révolue.
Mais les personnages qu'elles évoquent sont d'une actualité permanente. Sarah Bernhardt n'est-elle pas le premier modèle de star mondiale ? Quant à Feydeau et à Guitry, leurs pièces ne cessent de faire l'objet de reprises, transmettant ainsi à nos contemporains l'essence profonde de leurs personnalités respectives. Ils n'ont jamais été aussi vivants.»

 

publicado por ionesco às 14:41
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