Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

VAZIO

 

PARIS NUM DIA DE CHUVA

 

FALARAM-ME DE FELICIDADE.

MULHER FELIZ.

 

LEMBREI-ME ENTÃO DE ENRIQUE VILA- MATAS E DO SEU ROMANCE-

" OS EXPLORADORES DO VAZIO"-

 

HÁ UM POEMA LOGO NO INÍCIO QUE MUITO APRECIEI:

 

POESIA VERTICAL

 

Às vezes parece

que estamos no centro da fests.

No entanto

no centro da festa não há ninguém

No centro da festa está o vazio

Mas no centro do vazio há outra festa.

 

        Roberto Juarroz

 

 

 

 

 

 

 

Perguntaram um dia a Enrique Vila-Matas o que estava a escrever. O escritor vivia, depois de Doutor Pasavento, numa permanente sensação de caminho fechado, pois sentia que tinha chegado ao fim de um certo percurso e perante ele se abria um abismo. «Estou a escrever o título de um livro», respondeu ele. O título era Os Exploradores do Abismo. Nos dias seguintes começou a surgir uma série de histórias relacionadas com o que esse título sugeria. Todo o livro é a exploração desse abismo. E, como o próprio título indica, trata-se de histórias protagonizadas por seres que se encontram à beira do precipício, seres que aí se equilibram e estudam, investigam, analisam o abismo.
Os exploradores são, obviamente, uma metáfora da condição humana. São optimistas e as suas histórias, em geral são as de pessoas normais que, quando se vêem à beira do abismo, adoptam a posição de um expedicionário e sondam o horizonte, indagando o que pode haver fora de aqui, ou mais além dos nossos limites. São pessoas não especialmente modernas, pois em geral desdenham do fastio existencial tão em voga. É gente antiquada e muito activa que mantém uma relação desinibida e directa com o vazio. Por vezes, esse vazio é o centro da história, enquanto que noutros casos o abismo é apenas um bom pretexto para escrever um conto.Na realidade, os contos deste livro procuram pontes num admirável abismo, pacientemente explorado em todas as direcções possíveis por histórias subtilmente interligadas. No final estamos sem dúvida menos perdidos que no princípio, mas também mais próximos de um novo precipício.

 

 

 

E para preencher esse "Buraco Negro" vou colocar um vídeo que muito apreciei.

 

 

Blue Nile- " Hats"

 

 

 



JAZZ- HOT

 

A propósito de Boris Vian e do livro que comprei.

 

L´Écume des jours"

 

 

Chick, Alise, Chloé et Colin passent leur temps à dire des choses rigolotes, à écouter Duke Ellington et à patiner. Dans ce monde où les pianos sont des mélangeurs à cocktails, la réalité semble ne pas avoir de prise. On se marie à l'église comme on va à la fête foraine et on ignore le travail, qui se réduit à une usine monstrueuse faisant tache sur le paysage.
Pied de nez aux conventions romanesques et à la morale commune, L'Ecume des jours est un délice verbal et un festin poétique. Jeux de mots, néologismes, décalages incongrus... Vian surenchérit sans cesse, faisant naître comme un vertige chez le lecteur hébété, qui sourit quand il peut. Mais le véritable malaise vient d'ailleurs : ces adolescents éternels à la sensibilité exacerbée constituent des victimes de choix. L'obsession consumériste de Chick, née d'une idolâtrie frénétique pour un certain Jean-Sol Partre, semble vouloir dire que le bonheur ne saurait durer. En effet, l'asphyxie gagne du terrain, et l'on assiste avec effroi au rétrécissement inexorable des appartements. On en veut presque à Vian d'être aussi lucide et de ne pas s'être contenté d'une expérience ludique sur fond de roman d'amour.
Première édition critique de l'Ecume des jours établie par Gilbert Pestureau et Michel Rybalka, avec deux préfaces, le texte définitif revu sur manuscrit, une chronologie, une note sur l'édition 1994, une note sur la composition de l'oeuvre, des notes et variantes, un glossaire et une bibliographie détaillée des éditions de l'Ecume des jours

 

 

Le Jazz et Saint-Germain - des - Prés - Boris Vian

Mood Indigo- Duke Ellington

 

  O vídeo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por ionesco às 10:13
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

A VIDA É BELA

 

  

Pourquoi je vis

Pourquoi que je vis
Pourquoi que je vis
Pour la jambe jaune
D'une femme blonde
Appuyée au mur
Sous le plein soleil
Pour la voile ronde
D'un pointu du port
Pour l'ombre des stores
Le café glacé
Qu'on boit dans un tube
Pour toucher le sable
Voir le fond de l'eau
Qui devient si bleu
Qui descend si bas
Avec les poissons
Les calmes poissons
Ils paissent le fond
Volent au-dessus
Des algues cheveux
Comme zoizeaux lents
Comme zoizeaux bleus
Pourquoi que je vis
Parce que c'est joli

 

Boris Vian


 Vou descansar para outro lugar.
Estive a brincar com o editor de fotos.
De facto, acho que a vida é bela.
Apesar de tudo.
Das pessoas erradas, da distância, da Dor, ( que eu conheço diariamente),  do Mal...
" O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa lêem apenas uma página"
Agostinho de Hipona

 

 O Blog.

 

publicado por ionesco às 07:23
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

A PEÇA

 

No fim de semana lá estaremos no Forum.

O cansaço  acumula-se.

E o nervosismo...

 

IMAGENS

 

 

 

 

O SMITH

 

 

OS MARTIN

 

 

A SMITH

 

 

A MARY

 

 

O BOMBEIRO

 

 

OS SMITH

publicado por ionesco às 17:52
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

SEX SYMBOLS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LINDAS MULHERES. DIZEM.

 

BOAS ACTRIZES?

 

OUÇAMOS O "BOLERO" DE RAVEL...

 

 

 

publicado por ionesco às 20:54
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ÁFRICA E BACH

 

 

 

 

ÁFRICA E BACH?

TUDO É POSSÍVEL.

OFERECIDO PELO FREDERICO ( QUE É UM AMANTE DE MÚSICA CLÁSSICA ).

 

publicado por ionesco às 20:18
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L'AMOUR EST TOUJOURS DU VOYAGE

 

 

Dentro de dias irei a Paris.

 

PARIS! PARIS!

QUERO CORRER LOUCAMENTE PELAS RUAS!

QUERO VOAR!

 

 

AMELIE

 

 

FERRÉ.

 

 

 

BRASSENS.

 

 

CAFE DE FLORE.

 

 

 

Beber um café e comer um croissant, com muito requinte.

E, sobretudo,observar.

 Num Domingo de manhã.

 

Ler um livro de poemas.

 

 

 

 

PAUL ÉLUARD

 

 

Je t'aime pour toutes les femmes que je n'ai pas connues
Je t'aime pour tous les temps où je n'ai pas vécu
Pour l'odeur du grand large et l'odeur du pain chaud
Pour la neige qui fond pour les premières fleurs
Pour les animaux purs que l'homme n'effraie pas
Je t'aime pour aimer
Je t'aime pour toutes les femmes que je n'aime pas
Qui me reflète sinon toi-même je me vois si peu
Sans toi je ne vois rien qu'une étendue déserte
Entre autrefois et aujourd'hui
Il y a eu toutes ces morts que j'ai franchies sur de la paille
Je n'ai pas pu percer le mur de mon miroir
Il m'a fallu apprendre mot par mot la vie
Comme on oublie
Je t'aime pour ta sagesse qui n'est pas la mienne
Pour la santé
Je t'aime contre tout ce qui n'est qu'illusion
Pour ce coeur immortel que je ne détiens pas
Tu crois être le doute et tu n'es que raison
Tu es le grand soleil qui me monte à la tête
Quand je suis sûr de moi.
 
Je t'aime -  Derniers poèmes d'amour
 
publicado por ionesco às 17:42
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Sábado, 18 de Outubro de 2008

LAURA

 

 

LAURA

 

publicado por ionesco às 10:28
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