Domingo, 28 de Dezembro de 2008

O TUDO, O NADA E O TALVEZ

 

 

 

 

Muito BOM. EXCELENTE.

 

Este homem perturba-me.

Quando leio Pessoa apetece-me gritar.

Queria subir uma montanha e , lá no cimo , explodir em mil estrelas.

E cada estrela, seria  um eu fantasiado.

No tudo, no nada e em talvez.

 

(Texto poético de Estrela)

 

.    .    .

 

Sou fácil de definir.

Vi como um danado.

Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.

Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.

Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.

Compreendi isto com os olhos, nunca como pensamento.

Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

 

.    .    .

 

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,

E sentando-me outra vez à porta de casa.

Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados

Como para os que o não são.

Sentir é estar distraído.

 

.   .   .

 

Uma vez amei, julguei que me amariam,

Mas não fui amado.

Não fui amado pela única grande razão -

Porque não tinha que ser.

 

Textos poéticos de Alberto Caeiro

 

 

 

 

Esther Bubley 

 

publicado por ionesco às 14:42
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